Gestão financeira para autônomos: ferramentas e estratégias essenciais para ter controle e segurança

A gestão financeira para autônomos é essencial para a longevidade do negócio, criação de metas e previsibilidade de lucro mais assertiva.

 

Ser um profissional autônomo tem muitas vantagens: flexibilidade, maior lucro para si sisem limites para o quanto pode conseguir financeiramente, ser o “próprio chefe” e muito mais. 

Porém, com as vantagens, surgem também as desvantagens desse modelo de carreira, como a instabilidade das finanças, dificuldade em manter o negócio saudável e outras adversidades.

Esses problemas acontecem por diversos fatores. Podemos citar a falta de tempo para dedicar à contabilidade da empresa, pouca expertise no assunto ou desatenção em relação a essa parte do negócio. Além disso, há várias questões quando pensamos na vivência financeira de uma empresa, como renda variável, fluxo de caixa e a divisão entre conta pessoal e profissional. 

Muita coisa, né?

Para o empreendedor que está começando, principalmente, tende a ser mais complicado lidar com essa parte. Geralmente, ele tem muitas tarefas para lidar. Desde a estruturação dos setores até a parte burocrática, há muito o que ser feito por, às vezes, uma única pessoa. 

Então, as atividades que envolvem o pagamento de dívidas e fornecedores  dificultam a pessoa dar a devida atenção a todas as partes da empresa. Mas, quando pensamos no financeiro, a negligência pesa mais, pois impacta diretamente a vida do negócio.

Por isso, ter uma boa gestão financeira sendo autônomo é essencial. Nesse conteúdo, você entenderá como construir um bom planejamento financeiro sendo autônomo, unindo o seu sonho à sustentabilidade do seu negócio e vida pessoal.

 

Por que a gestão financeira é essencial para autônomos?

 

A renda de um autônomo não é fixa como a de um trabalhador de carteira assinada. O trabalhador CLT sabe o valor que receberá todo mês, o que permite que haja mais planejamento e organização para lidar com as contas e pensar em investimentos próprios.  

O profissional autônomo não usufrui disso.

Ele lida com renda variável, pois o valor de um mês não é necessariamente igual ao outro, portanto, é essencial entender como se organizar no meio de algo inconsistente. 

É aí que entra a gestão financeira. Ela corresponde às ações relacionadas ao planejamento, execução, avaliação e organização de todo o financeiro de um negócio, avaliando o que entra e o que sai.

Então, quando há má gestão do financeiro, é possível que haja mais meses de escassez, impedindo que o autônomo honre com os próprios compromissos de pessoa jurídica e, consequentemente, com os de pessoa física. 

 

Podemos listar os erros comuns na gestão financeira:

 

  • Misturar dinheiro pessoal e profissional. 
  • Não ter reserva financeira. 
  • Não acompanhar entradas e saídas regularmente. 
  • Ignorar obrigações fiscais (ex.: MEI, imposto, emissão de nota fiscal). 
  • Deixar de investir na própria formação ou crescimento do negócio.

 

Com uma boa organização, esses problemas se minimizam, pois, mesmo em meses com menor demanda, seu negócio ainda prosperará ao manter as contas em dia.

 

Os 3 tipos de gestão

 

Quando falamos sobre gestão financeira, há três principais tipos que guiam os empreendedores.

 

Gestão cotidiana

 

Nessa gestão, é avaliado as entradas e saídas de recursos financeiros das vendas, os custos fixos e variáveis, impostos, etc.

 

Gestão de investimentos

 

Nesse caso, ela é utilizada quando a empresa busca expandir o próprio negócio, seja ao abrir uma nova unidade, investir em equipamentos ou qualquer mudança que represente uma evolução do que a marca já é. Toda empresa precisa se desenvolver, então essa avaliação financeira sempre precisa ser levada em consideração. Antes, lembre-se de fazer um planejamento para verificar a viabilidade de investimento.

 

Em alguns casos, os empreendedores usam o que sobra do caixa da empresa para realizar os movimentos, mas pode ser que essa escolha prejudique o capital de giro, o qual é valor que fica em caixa para manter as contas em dia, negociar com fornecedores ou oferecer algum acordo único para facilitar o pagamento de um cliente.

 

Gestão de crise

 

A gestão de crise acontece quando a empresa passa por algum problema que impossibilite o funcionamento financeiro corretamente. Então, ela busca renegociar prazos de pagamento com clientes e fornecedores, fazer acordos sobre dívidas com parceiros e evitar protestos e negativações.

 

Em uma gestão de crise, é essencial também refletir sobre as dificuldades financeiras que levaram ao ponto em que a empresa se encontra na situação. Por exemplo, pode ser que o empreendedor acredite que o principal problema seja a falta de receita em caixa, mas em uma análise mais profunda pode ser algum contrato com fornecedor que está exigindo mais do que o negócio pode custear.

 

Uma boa dica é quitar as dívidas com maiores juros primeiro para não sofrer altos valores a longo prazo. A negociação com fornecedores é sempre bem-vinda também para que, durante uma crise, o seu fluxo de caixa se mantenha mais saudável. 

Como fazer uma boa gestão financeira sendo autônomo?

 

Para começar uma boa gestão financeira sendo autônomo, é importante iniciar da base, estudar o próprio negócio e se manter atualizado tanto do ambiente interno da empresa, quanto do externo também.

 

No ambiente externo, avalie as épocas de sazonalidade, economia da região e do país, taxas do seu setor e outros dados.

 

Separe as finanças profissionais das finanças pessoais

Um dos principais pontos de atenção ao ser autônomo é ter uma conta de finanças pessoais e finanças profissionais separadas. Dessa maneira, você acompanha de perto as receitas e despesas do seu negócio.

 

Com o conhecimento em mãos, as suas decisões se tornam mais assertivas, seja ao contratar um novo fornecedor, realizar investimentos para o próprio negócio ou expandir a sua marca. Por isso, entender o que acontece com a sua marca é essencial.

 

Para as finanças pessoais, também é vantajoso, pois você entenderá como “se pagar” com base na receita do seu negócio e, assim, traçará planos assertivos para a vida pessoal e terá mais segurança na hora de usar o seu dinheiro.

 

Calcule o faturamento

 

Reúna todos os valores de entrada e os de saída do seu negócio. Leve em consideração os custos com funcionários, contas fixas (assinaturas, despesas de locação, água, luz, etc).

 

Lembre-se de classificar as despesas entre fixas e variáveis. Dessa maneira, você consegue registrá-las e entender para onde o dinheiro está indo, onde investir ou cortar custos.

 

Depois, calcule o quanto de lucro você teve, defina uma porcentagem para investimentos no próprio negócio e, depois, retire o seu “salário”. Registre também os trabalhos realizados, o valor cobrado por eles, se teve algum custo necessário para executá-los e a data de pagamento. Isso possibilita que você tenha uma noção mais clara do quanto receberá.

 

Você pode fazer esse processo em uma planilha ou aplicativos para te ajudar na gestão.

 

Use o certificado digital

 

O certificado digital é como se fosse a sua assinatura no mundo digital. Com ele, você pode assinar documentos, oferecendo validade jurídica ao documento de onde estiver.

 

Na emissão de notas fiscais, o certificado é útil, pois automatiza o preenchimento dos seus dados.

 

Além disso, ele possui um sistema criptografado para garantir segurança e legitimidade aos documentos.

 

Guarde as notas fiscais

 

A emissão de notas fiscais é uma prática comum para os empreendedores, especialmente se você for MEI. 

 

Uma gestão organizada das notas fiscais permite que você verifique todos os pagamentos que receberá e evita que um valor passe despercebido. Até mesmo na declaração do Imposto de Renda esse hábito ajuda, pois facilita a prestação de contas.

 

Você pode colocar os arquivos na nuvem para não perdê-los, registrando o número de cada uma, valor e status do pagamento.

 

Tenha conhecimento sobre o negócio

 

Para uma boa gestão financeira, é essencial que você saiba o que acontece nas áreas do seu negócio, como administração, marketing, recursos humanos e outros.

 

Todos os programas, materiais e outros recursos precisam ser analisados para entender os custos e o que o investimento retorna para a empresa (o que nem sempre precisa ser dinheiro ou clientes diretamente). 

 

Faça uma reserva de emergência

 

Como autônomo, é importante que você tenha uma reserva de emergência para que, caso algum mês não seja como o esperado, você ainda consiga quitar suas dívidas e ter qualidade de vida. 

 

O ideal é que o acumulado na sua reserva seja equivalente ao que você gastaria durante 6 meses. Você pode deixar o valor na poupança ou em algum investimento. Se optar por investimento, se certifique de que ele permita o resgate no dia ou no dia seguinte, pois, por se tratar de uma reserva de emergência, você precisará do dinheiro com rapidez.

 

Planejamento na gestão financeira para autônomos

 

Uma organização clara da gestão financeira do negócio permite que você consiga estabelecer metas reais para a empresa. Com uma previsibilidade mais confiável, o empreendedor pode planejar metas, expansões, investimentos, um novo produto, novo setor, etc.

 

Isso porque a gestão financeira mostra de onde vem o dinheiro, para onde ele vai, os custos fixos e variáveis. Além disso, possibilita traçar um plano para alcançá-las.

 

Lembre-se: a técnica SMART para estabelecer metas é eficaz, pois te auxilia a entender melhor a meta.

 

 A gestão financeira para autônomos é uma necessidade

 

O dinheiro é o que mantém um negócio de pé. Por isso, fazer uma boa gestão financeira da sua empresa e da sua conta física é essencial para que o seu negócio continue a ser viável. 

 

Com as dicas apresentadas acima, você terá o essencial para começar a ter um controle assertivo das suas entradas e saídas. Porém, não pare por aí. Cada negócio possui as próprias particularidades, então revise o seu planejamento periodicamente e identifique se ele ainda atende às necessidades da empresa.

 

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